terça-feira, 1 de janeiro de 2013

Roxo Como Amor Perfeito

Feliz 2013.

Eis que inicio mais uma tentativa de escrever por aqui

Meus leitores, tão fiéis, um dia hão de existir.
Por enquanto, escrevo pra mim mesmo, como forma de recordar o que já escrevi e a fase em que estou vivendo em minha vida

O peito inflava-se como se o seu coração fosse sair pela boca. No chão do quarto a camisa social já amassada se encontrava com a gravata, a calça cinza e um passado tão desfocado que nem mesmo ele ou ela sabiam do que se tratavam. Mas como o próprio amor é uma engenharia imperfeita, fez-se que ali estavam dois amantes incondicionais formados puramente do acaso. E que naquele momento não queriam saber de mais nada a não ser do enorme prazer de se fazer presente. Pelo quarto, o ventilador soprava leves brisas irregulares que vez ou outra mexiam os cabelos soltos da morena de olhos profundos e faziam daquele momento, único. O romance iniciado poucos momentos antes, já se inflamava em pequenas paixões e era derramado em cada carícia, em cada beijo, em cada olhada. O rapaz, ainda embaraçado, se mostrava guerreiro de seus próprios interesses e vez ou outra se inclinava para o lado, para ver se ainda vivia sob este conto de fadas. E por sua surpresa, não apenas vivia, como sobrevivia a todas essas pequenas atrações do amor. E se recompunha após cada apunhalada e após cada disparada de seu próprio coração, como que se soubesse que cada uma delas fosse lhe dar mais força, mais vida, mais motivação para viver neste seu sonho. 
Naquele momento não era mais sua carne que amava, mas seu coração. Era sua alma que necessitava dessa paixão para viver e agora, aquele peito tão afoito de início, se acalantava nos lençóis amarelados e acobertados pela doce voz de sua amada. Talvez aquela preocupação não fosse mais voltar, embora esta paixão só pudesse restar mais alguns minutos. Mas era apenas o que bastava para eles seguirem feliz. Era o que bastava para seguirem acordados e sonhando pelo resto de suas vidas. Por além dos tempos, por além dos colchões.


Guilherme BoaVista - sob pseudônimo de.




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