sábado, 13 de dezembro de 2008

Das meia-voltas que a vida dá.

Ainda com o espírito consternado, respiro afoito. Noites e noites pensando em pretextos para tê-la junta a mim. Palavras que saem sem eu ao menos notar, que esperava que chegassem ao seu corpo em forma de poesia. Mas como se não soubessem para onde ir, caem a meus pés. Sujas, imundas, encardidas. E como se não tivessem para onde ir voltam para mim. Sou um pobre rapaz. Incapaz de dá-la aquilo que pretende. Suas feições tão alegres vez ou outra, para mim ainda são enigmáticas. Não digo-lhes que me decepciono, mas sinto-me frustrado com a ousadia de outros que buscam sagrar-se campeão a minhas custas. Amigo meu, homem sério, um tanto vulgar por assim dizer. Não entenderia bulhufas do que escrevo por aqui. Ignorante a certo ponto a julgar-se amigo meu. Meu amigo, não sois vós o problema, sois a solução. O poema que não digo, o poema que trago aqui. Este é o problema. E invariavelmente, a solução.

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