Chega uma hora na vida em que nos damos conta de que o tempo passará, e dos tempos passados nos lembraremos apenas dos momentos em que seremos ousados, atrevidos, metidos.
Os jovens são pessoas alegres, que cantam, que tocam violão, que falam francês. Que não sabem o que querem ser quando crescer e que morrem de inveja das pessoas mais velhas. Mas a principal característica dessa juventude é esse tal de amor. Esse tal de amor que entra veias a dentro e insiste em empurrá-los contra a correnteza. Os jovens amam. E desculpem-me os velhos, mas a juventude é quem ama mais. O amor pode ser manipulado, grosso, numérico. Mas o que é esse amor? Essa palavra anagramática que rima com dor e que nos mata, que significa?
A malandragem não precisa saber, os bobos morrem tentando defini-lo e os mais engracadinhos dizem que é um sentimento vão. Enfim, o amor é a expressão da alma, é o puro. É aquilo que a tecnologia não destrói e que o homem não derruba. É aquilo que a televisão não corrompe e que os arranha-céus não escondem. O amor não existe, mas nos constitui.
Por outro lado, o sexo é algo místico, com seus mártires e seus martírios. Com seus gestos e suas caricaturas. O sexo é aquilo que não pode ser visto, mas pode ser tocado. Aquilo que aprendemos a evitar, aquilo que devemos proteger. Nossas filhas sabem o que é sexo, mas não sabem o que é amor. A televisão nos mostra a amar o sexo.
Enfim, o amor é ilusão compulsiva, o sexo é compulsão ilusória. O amor é uma enchente de sentimentos indefinidos, o sexo é um banho de sentimentos carnais. O amor é como um pássaro, o sexo é como uma lebre e mesmo que esta analogia não funcione, espero que saibam que ao final de uma corrida tanto lebre quanto pássaro chegarão cansados a linha de chegada.
Nenhum comentário:
Postar um comentário