terça-feira, 10 de fevereiro de 2009
Papelaria
Fui a papelaria, atrás de um papel que não se encontra em papelarias. Por graça, achei-o escondido por entre as prateleiras nobres. Os mais bobos o confundiriam com sua pele, os mais espertos teriam certeza disto. Já em casa, levantei a pena para assim escrever sobre ti. Algumas palavras, poucas, breves. De tempos em tempos alisava a carta em busca de teus sorrisos, ao invés encontrava margens. Das pontas ainda restava um pouco de ti, mas quanto ao resto, foi-se embora. Morto pelo tempo, teu cheiro já não estava totalmente impregando neste papel sedoso. Mas as linhas guardavam-na em pequenas fragrâncias. Viva, estava viva ainda que morta pelo tempo. E enquanto peregrinava pela palavras, achava em ti minhas respostas.
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