segunda-feira, 21 de janeiro de 2008

Fita Amarela (Noel Rosa)




Quando eu morrer não quero choro nem vela
Quero uma fita amarela gravada com o nome dela
Se existe alma, se há outra encarnação

Eu queria que a mulata sapateasse no meu caixão

Não quero flores, nem coroa de espinho

Só quero choro de flauta, violão e cavaquinho

Estou contente consolado por saber

Que as morenas tão formosas a terra um dia vai comer

Não tenho herdeiros, não possuo um só vintém

Eu vivi devendo a todos mas não paguei nada a ninguém

Meus inimigos que hoje falam mal de mim

Vão dizer que nunca viram uma pessoa tão boa assimQuero que o sol não visite o meu caixão

Para a minha pobre alma não morrer de insolação.


Uma musiquinha para animar os pobres corações dos credores alheios.

segunda-feira, 14 de janeiro de 2008

O Sangue daquele Pagão


Nos últimos momentos, andei passando por situações que me exigiam força, garra e luta para que meu corpo não caisse ao mal que me rodiava. Ao mesmo tempo que se seguiam os rumores de uma nova rebelia, se seguiam os fluidos de que tudo aquilo seria apenas um pesadelo em uma noite chuvosa de verão. Sabia que mais adiante aquilo ficaria gravado na memória como um pesadelo, mas a certo ponto tudo aquilo ainda era presente. Sejam os atrasos, as pessoas dormindo ou o barulho ensurdecedor das pessoas caminhando sem destino final. O que sei é que após tantas horas, havíamos se transformado em uma família e o que é mais estranho, seríamos uma família de estranhos. Obviamente, aquele lugar não se parecia mais um lugar obscuro, já que estávamos ali mais de 10 horas. A situação que se desenrolava era totalmente inexplicável, os protagonistas ainda achavam que podiam fazer algo para conseugir atender a todas suas necessidades. Tão tolos.. Ainda achavam que mudariam o rumo das coisas, impedindo que meio bando de funcionários parassem de trabalhar. Tudo que conseguiram foi uma ou outra decadência da imagem da empresa. A minha sensação era de estar em outro lugar, mesmo que meus pés dissesem o contrário a cada passo que eu dava. Imagianva que depois de algumas horas, tudo voltaria a estaca zero, imaginava que se ali se faziam suas reclamações, porque não pedir que fizessem o óbvio? Cada um buscou contronar a situação de uma maneira diferente, seja jogando cartas, ouvindo música, dormindo ou até caminhando pelos corredores vazios daquele aeroporto. O que descreov é a espera doentia pelo retorno. A espera eterna entre o desocnhecido e o diário. Pois ao contrário da maioria que quera explorar novos ambientes, tudo que queríamos era voltar ao nosso habitat natural, onde érmaos apenas um meio e não um todo.

Tudo que explico acima se refere ao infeliz momento em que esperei 24hrs. e meia no Aeroporto Internacional de Ezeiza, asism como muitos que o fizeram e ainda fazem...


Em Marte ou em São Paulo, ainda haverá vida enquanto houver amor...

Que lindo não?

:)

domingo, 6 de janeiro de 2008

A Diferença entre o Fim dos Tempos e o Fim do Mês


Caríssimos!



Sabeis quem é o novo rei?


Talvez nunca saibam, pois o reinado de um homem começa assim que seus ordenados se sentem ínfimos e este termina quando estes se sentem supridos de força mútua. Talvez o tempo que isto leve seja inifnita. Talvez nem haja tempo para isto, todavia conseguiremos assim seguir nosso rumo em direção a luz branca que parece ser translúcida quando transpassa os seus olhos.


Apenas um pequeno parágrafo feito a mão, para aqueles que ainda a lêem e sabem que nelas estão contidas as principais manchetes de quaisquer jornais do mundo inteiro.



Saudade é para os fracos, eu fico com a praia e com o verão.



Mas mesmo assim sinto algo em mînhas vísceras, algo que só acontece nesta época do ano. Talvez seja o que chamas de desilusão, eu chamo de acaso. Mas também pode ser gastrite. Sabe como é... Caipirinha... Vodka... e churrasquinho né... só pode dar nisto mesmo...