
Nos últimos momentos, andei passando por situações que me exigiam força, garra e luta para que meu corpo não caisse ao mal que me rodiava. Ao mesmo tempo que se seguiam os rumores de uma nova rebelia, se seguiam os fluidos de que tudo aquilo seria apenas um pesadelo em uma noite chuvosa de verão. Sabia que mais adiante aquilo ficaria gravado na memória como um pesadelo, mas a certo ponto tudo aquilo ainda era presente. Sejam os atrasos, as pessoas dormindo ou o barulho ensurdecedor das pessoas caminhando sem destino final. O que sei é que após tantas horas, havíamos se transformado em uma família e o que é mais estranho, seríamos uma família de estranhos. Obviamente, aquele lugar não se parecia mais um lugar obscuro, já que estávamos ali mais de 10 horas. A situação que se desenrolava era totalmente inexplicável, os protagonistas ainda achavam que podiam fazer algo para conseugir atender a todas suas necessidades. Tão tolos.. Ainda achavam que mudariam o rumo das coisas, impedindo que meio bando de funcionários parassem de trabalhar. Tudo que conseguiram foi uma ou outra decadência da imagem da empresa. A minha sensação era de estar em outro lugar, mesmo que meus pés dissesem o contrário a cada passo que eu dava. Imagianva que depois de algumas horas, tudo voltaria a estaca zero, imaginava que se ali se faziam suas reclamações, porque não pedir que fizessem o óbvio? Cada um buscou contronar a situação de uma maneira diferente, seja jogando cartas, ouvindo música, dormindo ou até caminhando pelos corredores vazios daquele aeroporto. O que descreov é a espera doentia pelo retorno. A espera eterna entre o desocnhecido e o diário. Pois ao contrário da maioria que quera explorar novos ambientes, tudo que queríamos era voltar ao nosso habitat natural, onde érmaos apenas um meio e não um todo.
Tudo que explico acima se refere ao infeliz momento em que esperei 24hrs. e meia no Aeroporto Internacional de Ezeiza, asism como muitos que o fizeram e ainda fazem...
Em Marte ou em São Paulo, ainda haverá vida enquanto houver amor...
Que lindo não?
:)